Mostra fotográfica homenageia o tenor Aldo Baldin

Treviso e Urussanga dividem o orgulho de dizer ao mundo que foi de suas terras que saiu o tenor de grande sucesso e talento, Aldo Baldin. Antes de ser um artista internacional, ele morava com a família em uma humilde casa localizada na Vila Nesi, hoje Treviso e à época Urussanga. Atualmente, essa mesma residência, que se mantém preservada, tornou-se a Casa da Cultura Aldo Baldin e na próxima segunda-feira (3) ela receberá a mostra fotográfica “Caminhos de Aldo Baldin”, que traz imagens feitas por fotógrafos profissionais e amadores durante uma caminhada realizada em 2016 e que focou nas paisagens que serviram de inspiração para o tenor quando ainda residia na cidade.

Um pré-evento realizado na prefeitura de Treviso na noite da última quinta-feira (30) deixou evidente a emoção que o artista, mesmo tendo partido cedo – aos 49 anos de idade – ainda causa em todas as gerações. A mostra é uma parceria entre a Prefeitura de Treviso, a Epagri e o Foto Clube Urussanga. “É uma satisfação trazer à apreciação de vocês essas belas fotos que mostram a paisagem da nossa terra. Temos uma personalidade mundial e não podemos deixar isso morrer”, disse o presidente do Foto Clube Urussanga, Luiz Neves Marques. “Aldo Baldin sempre é lembrado em nosso município, é um grande orgulho para nós e agora essas fotos vêm para aumentar ainda mais esse legado. São fotos lindas e o público vai poder aproveitar para conhecer melhor a região e as belezas da nossa terra”, afirmou o prefeito Jaimir Comin.

Surpresas e emoção

A noite de lançamento da mostra emocionou em diversos momentos: a vitrola que tocava os sucessos na voz do tenor; a participação das irmãs do artista, Delfina e Lidia; o coral Il Travisani que interpretou belas músicas; a história do artista, lida pela jornalista Rubia Ramos. Porém, o ponto alto da emoção ficou para o momento em que o presidente do Foto Clube revelou aos convidados que estava doando as imagens para a Casa da Cultura Aldo Baldin e que as fotos do acervo pessoal da viúva do tenor, Irene Flesch Baldin, também pertenceriam para sempre ao patrimônio público localizado em Treviso. “Eu mandei uma mensagem para a Irene solicitando a doação das fotos e ela respondeu que aceitava e que estava muito feliz por saber que a história do Aldo estava sendo lembrada, pois um de seus maiores medos era de que o seu trabalho fosse esquecido”, contou Marques.

Bruna Borges

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