Em alta, futebol de Santa Catarina prevê 2014 econômico

Chapecó

Só o Estado de São Paulo terá mais times que Santa Catarina no Campeonato Brasileiro de 2014. Na elite do futebol, o Criciúma, que se manteve na primeira divisão, terá companhia de Chapecoense e Figueirense, que conquistaram o acesso.

E a diferença entre o número de representantes de São Paulo e Santa Catarina não será grande. Só um time. Os paulistas garantidos na Série A são Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo.

Santa Catarina empatará com o Rio de Janeiro, de Flamengo, Botafogo e Fluminense. Isso se o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) confirmar amanhã a queda da Portuguesa e a permanência do Flu na Série A.

A ascensão do futebol do Estado não é vista como sorte pelos dirigentes das equipes de Santa Catarina. Em comum nos discursos dos cartolas de Chapecoense, Figueirense e Criciúma está a importância de não fazer loucuras na hora de contratar.

E essa tática deve ser repetida, mesmo prevendo que times de outros Estados investirão mais forte.

O presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, descartou pagar caro para contratar medalhões na luta para permanecer na Séria A.

“Temos os pés no chão aqui. Não contratamos técnicos e nem jogadores com salários astronômicos”, disse.

A Chapecoense participou da Série D em 2009 e no ano seguinte disputou a C. Chegou à segunda divisão em 2013 e já subiu para a elite do futebol brasileiro.

Questionado se a equipe estava mais rica, faturando mais, com as mudanças de divisões, o dirigente disse, sem citar os valores, que o fundamental é ter austeridade independentemente da arrecadação.

“Não adianta você falar para o jogador que ele vai receber R$ 100 mil e não ter dinheiro para pagá-lo”, disse o presidente da Chapecoense.

Apenas uma vez Santa Catarina contou com mais times na elite do que terá agora. Em 1979, cinco equipes do Estado participaram do torneio. Só que naquele ano, o Nacional foi inchado, com 94 times.

A última vez que Santa Catarina não teve nenhuma equipe na Série A foi em 2001. Depois disso, o Estado sempre teve um ou dois representantes.

Por isso, colocar três times na elite é apontado como um feito em Santa Catarina.

Na opinião do superintendente de futebol do Figueirense, Rodrigo Pastana, os times do Estado estão se preparando melhor fora de campo, evitando que a emoção altere o planejamento.

“É importante estabelecer um plano e segui-lo de maneira profissional independentemente do resultado do jogo no fim de semana”, afirmou Pastana.

Para o gerente de futebol do Criciúma, Guto Silva, os clubes estão pesquisando mais na hora de contratar e também trabalhando bem as categorias de base.

“A tendência é que os times catarinenses fiquem ainda mais fortes”, comentou.

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