Agricultura espera uma produção recorde de milho catarinense na safra 2013/2014

O rendimento da safra de milho 2013/14 poderá ser recorde histórico em Santa Catarina. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca espera um rendimento de 7.075 kg/hectare, 3% maior do que na safra anterior. Com uma área plantada de 465,4 mil hectares, a expectativa de produção é de 3,29 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pelo secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na safra 2012/13, a área plantada foi de 484,4 mil hectares, 3,9% maior do que na próxima safra, com uma produção de 3,33 milhões de toneladas. O secretário João Rodrigues destaca que na safra 2013/14 parte da área tradicionalmente destinada à produção de milho foi ocupada pelo plantio de soja. Com isso, esta é a segunda safra consecutiva em que a área plantada com soja, de 543,6 mil hectares, supera a área plantada com milho em Santa Catarina. “Em 10 anos, essa redução foi de 332 mil hectares, ou seja, 43%. Esse é um dos motivos pelo qual nós dependemos cada vez mais de milho vindo de outros Estados. Em 2013, SC teve um déficit de 2,2 milhões de toneladas de milho”, afirma.

Com relação ao preço, no início do mês de dezembro, os produtores receberam, em Chapecó, R$ 24 por saca. João Rodrigues lembra que, em dezembro de 2012, os produtores chegaram a receber R$ 30 por saca devido a uma forte e prolongada estiagem em Santa Catarina e também nos Estados Unidos, fato que gerou uma alta nos preços de grãos e farelo de soja no mercado mundial.

Terra Boa
Visando diminuir o déficit histórico de milho em Santa Catarina e ampliar a produção, a Secretaria da Agricultura e da Pesca desenvolve o Programa Terra Boa – Semente de Milho.  Em 2013, foram distribuídas mais de 170 mil sacas de milho, atendendo mais de 45 mil agricultores. Este ano, o programa ofereceu, além das sementes de milho de varietal e de alta tecnologia, 100 mil sacos de sementes de altíssima tecnologia. São sementes mais caras e mais produtivas, podendo produzir até 250 sacos por hectare.

Para o produtor que se beneficiar das sementes de altíssima tecnologia, as regras para troca são: em 2014, deverá devolver 20 sacos de milho para consumo para cada saco de 20 quilos de semente. As relações de troca para sementes de milho são: 4 sacos de milho para cada saco de semente de milho tipo I (semente varietal) retirada; 9 sacos de milho para cada saco de semente de milho tipo II (híbridos de alta tecnologia) retirada, e 20 sacos de milho para cada saco de semente de milho tipo III (altíssima tecnologia) retirada.

O Programa Terra Boa tem um orçamento de R$ 41 milhões de subsídio para a compra de calcário, sementes de milho e kits forrageira. Em 2013, foram entregues 273 mil toneladas de calcário – atendendo 15.352 produtores rurais – e 3.196 kits com insumos para melhoria e implementação de um hectare de pastagem.

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