Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário

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O que é sangue de cordão umbilical e placentário?

É o sangue que permanece na placenta e na veia umbilical após o nascimento do bebê. Pode ser facilmente coletado, de forma indolor e segura, e ser armazenado por anos. A sua obtenção não traz nenhum prejuízo à saúde da mãe ou do bebê. O sangue de cordão umbilical e placentário, assim como a medula óssea, é bastante rico em células-tronco hematopoéticas. Tem sido utilizado para tratar, principalmente, pacientes com doenças hematológicas, como por exemplo cânceres das células sanguíneas e outras disfunções do sistema de produção ou funcionamento das células do sangue quando há a necessidade de transplante.

Há três formas de se obter as células-tronco hematopoéticas: da medula óssea; do sangue periférico – quando as células são levadas da medula óssea para a corrente sangüínea por meio de medicamentos e, do sangue de cordão umbilical e placentário.

Os bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário são os serviços responsáveis pelos processos de obtenção, realização de exames laboratoriais, processamento, armazenamento e fornecimento de células-tronco hematopoéticas de sangue de cordão umbilical e placentário para uso terapêutico. Estes bancos devem realizar seus processos atendendo a critérios técnicos determinados pela agência nacional de Vigilância Sanitária. A correta realização desses processos é ponto crítico para que seja garantida a qualidade e a segurança das células-tronco disponibilizadas, implicando no menor risco possível à saúde do paciente que delas se utilize.

Bancos públicos – Rede BrasilCord

Nestes bancos as células-tronco armazenadas são provenientes de doações voluntárias, que são realizadas de forma sigilosa e com o consentimento materno. Nos bancos públicos, as células poderão ser utilizadas por qualquer pessoa desde que haja compatibilidade (uso alogênico não aparentado), ou mesmo pelo próprio doador ou um parente seu, se estiverem disponíveis. Os custos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde – SUS/MS.

Bancos privados

São bancos que guardam as células-tronco do sangue de cordão para uso próprio (transplante autólogo) no futuro, caso ocorra necessidade. Nestes bancos, todos os custos são dos pais contratantes do serviço.

A difícil decisão: doar o sangue do cordão para um banco público ou armazenar para si? O que é preciso saber? Uso terapêutico atual – verdades das células armazenadas em bancos públicos: Mais de 80 doenças podem ser tratadas por meio de transplante de células-tronco hematopoéticas.

A grande maioria dos transplantes que utilizam as células-tronco do sangue de cordão é realizada com células armazenadas em bancos públicos. Mais de 12.800 pacientes no mundo todo foram tratados desta maneira.

Das células armazenadas em bancos privados: Nem sempre será possível utilizar o próprio sangue de cordão armazenado. Este uso é contraindicado em algumas situações. Por exemplo, para tratar doenças de origem genética, como certas leucemias (a causa mais comum de transplantes realizados na infância), uma vez que o sangue do cordão pode carregar o mesmo material genético e os mesmos defeitos responsáveis pela doença manifestada.

A chance de uma criança necessitar de suas próprias células-tronco é extremamente baixa. Considerando as chances de alguém desenvolver câncer, necessitar de um transplante e não encontrar um doador compatível, as probabilidades são de 0,04% a 0,0005% nos primeiros 20 anos de vida. Das 45.661 unidades de sangue de cordão armazenadas nos bancos privados no Brasil, no período de 2003 a 2010, apenas 3 foram utilizadas para transplante autólogo.

Futuro – Medicina Regenerativa e Pesquisas A utilização ampla das células-tronco em Medicina Regenerativa, como para o tratamento das doenças neuro-degenerativas – mal de Parkinson, mal de Alzheimer, lesões de medula espinhal em paraplégicos – de doenças cardíacas e reconstituição de tecidos, etc, é ainda incerta, sendo uma expectativa da comunidade científica mundial que desenvolve pesquisas nestes campos. As pesquisas atuais são realizadas, em sua maioria, com células-tronco retiradas da medula óssea e do sangue periférico do próprio paciente. Ainda não é possível afirmar que os tratamentos em medicina regenerativa utilizando as células do próprio cordão umbilical serão bem sucedidos e se serão os mais indicados.

Portanto, possuir as células-tronco armazenadas em um banco privado não garante o acesso ao tratamento necessário e quando necessário. Não possuir as células-tronco armazenadas em um serviço privado não significa estar excluído do acesso aos tratamentos baseados em terapias celulares e à medicina regenerativa no futuro. Ter o sangue de cordão armazenado em um banco privado não é um “verdadeiro seguro de vida” ou “seguro biológico” .

O que os pais devem observar ao contratar um banco de sangue de cordão umbilical privado?

Licença Sanitária ou Alvará Sanitário vigente; Se o Contrato de Prestação de Serviço e o Termo de Consentimento para coleta e armazenamento esclarecem sobre: prazo de validade das células-tronco armazenadas e as garantias sobre a sua durabilidade; possibilidades de uso das células-tronco para o tratamento de doenças; quantidade de células-tronco coletadas e armazenadas necessária para o tratamento das diversas doenças; vantagens e desvantagens do transplante de sangue de cordão umbilical sobre outros tipos de tratamento que utilizem células-tronco de outras partes do corpo; obrigações da empresa contratada e seus representantes, quanto a futuros resultados terapêuticos decorrentes da utilização do material armazenado.

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