Dia Internacional da Mulher: violência obstétrica é tema de debate

Conforme a pesquisa Nascer no Brasil, coordenada pela Fiocruz: a violência obstétrica, uma em cada quatro mulheres relatam ter sofrido algum tipo de violência durante o parto. A situação fez com que fosse sancionada a Lei Estadual n° 17.097, de 17 de janeiro de 2017, que visa implantar medidas de informação e proteção à gestante e parturiente contra a violência obstétrica em Santa Catarina. Com a aprovação da norma, o Programa Saúde da Mulher, da Secretaria de Saúde de Criciúma, e a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), firmaram uma parceria para informar e sensibilizar a comunidade no Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (8).

O evento será realizado nos períodos matutino, a partir das 8h20min, e noturno, após às 19h, na Unesc. “A utilização em excesso de tecnologias, promovendo intervenções desnecessárias durante o parto, causa mais traumas que benefícios às mulheres e seus bebês. Em média, a cesariana propicia quatro vezes mais mortes maternas, além de 120 vezes mais internações em UTI por desconforto respiratório”, destaca a coordenadora municipal da Rede Cegonha, Francielle Silvano Cardozo.

“A lei considera violência obstétrica todo ato praticado pelo médico, pela equipe do hospital, por um familiar ou acompanhante que ofenda, de forma verbal ou física, as mulheres gestantes, em trabalho de parto ou no período puerpério. Esse evento será para informar a população sobre os direitos das mulheres e sensibilizar as pessoas sobre a importância do parto humanizado”, explica a coordenadora.

A programação conta com palestras e mesas redondas. “O evento será uma aula inaugural para os acadêmicos do curso de direito, mas também será aberto ao público. A presença de todos é fundamental, é importante que venham participar”, ressalta Francielle. Mais informações pelo sitewww.unesc.net/portal/capa/index/669/10737/.

 

Émerson Justo

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