Lei incentiva a abertura de ambientes colaborativos em Criciúma

Destinado aos trabalhadores autônomos que não possuem local físico para desempenhar atividades profissionais, os ambientes colaborativos incentivam a abertura de novos empreendimentos e auxiliam empreendedores a reduzirem custos fixos. Em Criciúma, a lei n° 6.652, de 16 de novembro de 2015, garante o funcionamento de ambientes colaborativos, como escritórios virtuais, espaços de coworking, incubadoras de empresas, entre outros locais.

Alterada pelo Poder Legislativo e sancionada pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, a lei pretende fomentar e viabilizar a abertura de novas empresas na cidade, incentivando a regularidade fiscal de pequenos empreendimentos. De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Robson Gotuzzo, a lei era direcionada apenas para escritórios virtuais.

“Muitos escritórios virtuais somente recebem correspondências. Empresários nos procuraram e pediram a alteração da lei, incentivando a abertura de ambientes colaborativos, onde autônomos podem trocar experiências em um local estruturado. É uma novidade que auxilia os microempreendedores”, conta o secretário. Empresas que possuem sede em Criciúma não podem se registrar com a mesma atividade no ambiente colaborativo.

O ambiente colaborativo deve atender os usuários com estrutura física com área de recepção de pessoas, serviço de atendimento telefônico, salas de reuniões, recebimento e armazenagem de pequenas encomendas e trabalho ocasional. Em 2016, conforme o Censo Coworking Brasil, foram registrados 378 espaços ativos no Brasil, sendo 18 em Santa Catarina.

Jhulian Pereira

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