Mãe procura filha entregue à adoção há mais de 30 anos em Orleans

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Há três anos, uma mãe está tentando conseguir notícias de uma filha que foi entregue à adoção no dia seguinte ao nascimento, entre 1985 e 1986, em Orleans. Sem qualquer registro da família adotiva ou do nome da criança, a única pista de que Isabel Morais, de 61 anos, dispõe é a descrição física de uma enfermeira que trabalhava no hospital na época e a ajudou a encontrar uma família que acolhesse a criança.

A filha sobre quem dona Isabel procura descobrir alguma informação seria a última ou a penúltima de cinco. Duas faleceram ainda crianças e as outras duas, Beatriz e Cleomar, hoje vivem em Orleans. Beatriz é quem está ajudando a mãe nessa complicada busca.

“Minha mãe teve uma vida de muita pobreza e dificuldades. Quando essa filha estava para nascer, ela já estava decidida a entregá-la à adoção, mas tudo foi feito informalmente. Então, não temos muitas informações, a não ser as descrições de uma enfermeira que encaminhou a adoção”, conta Beatriz.

Essa enfermeira do Hospital Santa Otília, segundo a família uma portadora de nanismo, teria encontrado uma família disposta a adotar a menina no dia seguinte ao nascimento. A falta de registros e nomes dificulta as buscas: não se sabe o nome da enfermeira, nem nome ou origem das pessoas da família adotiva. Conforme informações do Jornal Notisul, sequer a recém-nascida recebeu uma identidade. Ela foi entregue sem que um registro de nascimento tenha sido feito no cartório, o que hoje gera até mesmo dúvidas sobre a data exata do nascimento.

“Minha mãe conta que chegou a assinar o nome num papel, mas não lembra se foi uma autorização formal da adoção, alguma data ou algo referente ao nascimento da criança”, acrescenta a filha.
Quem souber de alguma informação sobre essa adoção pode entrar em contato com Beatriz Morais no telefone (48) 99698-1517.

Sul in Foco.

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