Prefeitura solicita plano de eficiência de gastos ao Hospital São José

Representantes da Prefeitura de Criciúma, Hospital São José (HSJ) e Governo do Estado de Santa Catarina, se reuniram nesta sexta-feira (20) para retomar as conversas sobre o novo contrato de gestão da unidade hospitalar. O encontro foi viabilizado pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, após reunião com o governador Raimundo Colombo, realizada nesta quinta-feira (19).

Reunião HSJ - Foto de Jhulian Pereira (2)

Salvaro solicitou um plano de eficiência de gastos ao HSJ. O documento será entregue à Secretaria de Estado da Saúde na próxima semana, em Florianópolis. “Realizamos um plano de viabilidade do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, com todo o levantamento necessário, e vamos entregar ao Estado. Solicitamos o mesmo para o São José. Esse estudo é importante para analisarmos os gastos e chegarmos a um acordo com o hospital”, afirma.

 

A unidade hospitalar se comprometeu a elaborar a planilha. “Ficou acordado que nós vamos elaborar um plano de necessidade do hospital, com dados detalhados, para ser entregue ao Estado”, comenta a diretora geral do HSJ, Irmã Libera Mezzari.

 

A secretária municipal de Saúde, Francielle Lazzarin Gava, explica que o plano de gastos é essencial para o Governo do Estado definir o valor do repasse ao HSJ. “A planilha do Santa Catarina está bem detalhada, com todas as economias obtidas até agora. O São José precisa elaborar uma semelhante para o Estado estudar o valor que será fixado no novo contrato”, conta.

 

A conversa com representantes da Secretaria de Estado da Saúde será intermediada pelo secretário de Articulação Nacional de Santa Catarina, Acélio Casagrande. O contrato de gestão do HSJ, que atende pacientes de toda a região carbonífera, expirou em julho de 2016.

 

Bloqueio de contas

 

Salvaro e a procuradora-geral de Criciúma, Ana Cristina Youssef, aproveitaram o encontro com as líderes do HSJ para tratar sobre o pedido de bloqueio de contas da Prefeitura de Criciúma, encaminhado pela unidade hospitalar à Justiça Federal.

 

“Esse bloqueio nos pegou de surpresa. Tínhamos definido que chegaríamos a um acordo extrajudicial entre a Administração Municipal e o hospital durante reunião no Ministério Público. Uma hora após a reunião, o hospital propôs o embargo das contas junto a Justiça Federal”, explica a Youssef. A Prefeitura de Criciúma responderá aos embargos.

 

“Não tínhamos o conhecimento e nem o nosso consentimento para esse bloqueio nas contas. Vamos tomar todas as medidas cabíveis em parceria com a prefeitura para reverter a situação e que esse bloqueio não ocorra”, destaca Irmã Libera.

 

“Estamos cientes das dificuldades enfrentadas pelo hospital, mas queremos resolver os problemas de maneira amigável. Bloquear as contas do Executivo inviabilizaria muitos serviços prestados, já que também passamos por um momento difícil, onde as dívidas deixadas pela antiga gestão chegam a R$ 110 milhões. Já estamos trabalhando para resolver essas questões e melhorar o atendimento aos moradores”, finaliza Salvaro.

 

Jhulian Pereira 

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