Rede hoteleira promete preços mais acessíveis para Rio+20

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis afirmou nesta segunda-feira ter enviado um documento ao governo federal prometendo um esforço para garantir preços menores e maior oferta de quartos nos hotéis do Rio de Janeiro, que sediará em junho a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Representantes de hotéis se reuniram nesta segunda-feira para resolver o impasse dos elevados custos de hospedagem durante a conferência da ONU na cidade, uma preocupação que também foi manifestada pelo Itamaraty .

“Só com a retirada da taxa de comissão da agência credenciada e devolução de pacotes não vendidos já garante o que se esperava: redução de preço”, disse  o presidente da ABIH, Alfredo Lopes, nesta segunda-feira.

A indústria hoteleira do Rio de Janeiro culpava a agência oficial do evento, a Terramar Turismo, pelo problema de oferta e preço. O presidente da ABIH disse que a agência resolveu ajudar na solução do impasse e devolver reservas que estavam bloqueadas.

Segundo Lopes, a agência vencedora da licitação do evento cobrava uma comissão de 30% sobre as reservas feitas nos hotéis do Rio. Além disso, segundo ele, a agência só vendia pacotes fechados de 7 ou 11 dias.

“Quem queria passar só dois ou 3 dias na Rio+20 tinha que comprar pacotes de 7 dias e isso encarecia a hospedagem…as pessoas se sentiam lesadas”, declarou ele.

“Agora, as reservas que foram feitas e não foram vendidas serão devolvidas e poderemos negociar diárias de quantos dias o cliente quiser”, acrescentou ele ao frisar que, em troca, os hotéis vão pagar 10 por cento de comissão à Terramar.

A Terramar teria admitido a possibilidade de devolução de algumas reservas, disse Lopes, mas não confirmou que vinha cobrando comissão de 30 %.

Lopes não soube dizer quantos quartos serão abertos com a solução do problema, mas apostou que serão “devolvidas milhares de vagas”, e com a maior oferta os preços podem cair entre “alguns por cento”. A estimativa inicial era de uma redução de 20 a 30 %.

O custo das diárias provocou reclamação do governo federal, que prometeu intervir se não houvesse uma solução. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, classificou os preços de exorbitantes.

Segundo Lopes, com o acordo feito entre a rede hoteleira do Rio de Janeiro e a Terramar, uma diária em um hotel 4 estrelas deve ficar perto de 600 reais e, em um 5 estrelas, aproximadamente 1.000 reais.

“São tarifas menores que as cobradas no Carnaval e no Ano Novo”, ressaltou.

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