Semana Estadual das Hepatites

A secretaria municipal de saúde de Presidente Getúlio, através do departamento de vigilância epidemiológica, esclarece a população em geral sobre o agravo das hepatites.

A história das hepatites virais remonta a vários milênios. Informações contidas na literatura chinesa já faziam referência à ocorrência de icterícia entre sua população há mais de cinco mil anos. Surtos de icterícia foram relatados na Babilônia há mais de 2.500 anos. De acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde, de 1999 a 2010, já foram notificados e confirmados 104.454 casos de hepatites B e 69.952 casos de hepatite C no Brasil.

Em Santa Catarina, desde 1994 foram notificados 14.710 casos de hepatite B e 8.241casos de hepatite C. O aumento na taxa de detecção no ano de 2005 foi devido às ações pontuais ocorridas neste período, com a participação do Ministério da Saúde na mídia. Apesar da diminuição do número de casos confirmados de hepatite nos últimos anos, observa-se maior critério na suspeição clínica demonstrando também a sensibilidade no sistema de vigilância.

Um aspecto relevante das hepatites B/C tem a ver com o setor beleza, materiais perfurocortantes, utilizados por manicures e podólogos, na colocação de piercing ou realização de tatuagens sem a esterilizarão adequada, tornam estes procedimentos importantes mecanismos de transmissão da doença (objetos contaminados, tintas reutilizadas, espátulas de madeira, etc.). Avaliando-se os casos de hepatite viral onde é possível obter a informação da fonte de infecção, detecta-se ser a via sexual (29,5%) a causa principal nas infecções pelo vírus B e o uso de drogas injetáveis como risco para os portadores do vírus C (25,4%), as outras fontes citadas se diferenciam através da história natural do agente etiológico; ter como resposta ignorado/em branco (37,7%) não representa necessariamente uma má avaliação da vigilância, a literatura também não explica como em 30% dos casos ocorreram as infecções, pois como validar os dados de procedimentos invasivos, que são importantes veículos de transmissão como no setor de beleza e serviços de saúde.

A maior estratégia para vencer esta epidemia silenciosa, além do uso do preservativo, será a intensificação da vacinação contra hepatite B, é a maior arma da prevenção, que tem como maior fator de risco a transmissão sexual (50%). A vacina se encontra disponível em todas as Unidades de Saúde, para população até 29 anos e outros grupos mais vulneráveis. Prioridades estabelecidas pela Gerência de Vigilância das DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais

Garantir que 100% das gestantes tenham acesso à testagem, e quando for o caso, ao tratamento do HIV, Hepatites e Sífilis.-

Garantir que 100% dos recém-nascidos de mães portadoras do vírus B recebam a imunoglobulina anti-hepatite B, nas primeiras 12 horas.

Garantir que os pacientes portadores do vírus de hepatite recebam o tratamento quando necessário na rede do SUS.

Ampliar diagnóstico precoce do HIV/Hepatites e outras DST.

Promoção de mecanismos para melhoria da qualidade do atendimento às pessoas vivendo com HIV/AIDS e Hepatites Virais.

Garantir que todas as gestantes não vacinadas recebam a vacina contra hepatite B.

Aumento na cobertura vacinal contra hepatite B, na população de 1 a 29 anos.

Incentivar o atendimento descentralizado ao portador crônico.

Garantir o acesso ao preservativo

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